sábado, 1 de março de 2008

Sarau de Soldariedade


O Sarau de Solidariedade organizado pela Associação de Estudantes no passado dia 22 de Fevereiro reverteu 420 euros em prol de um projecto na àrea da música instituido pelos estagiàrios de Serviço Social do ISSSP no Lar de idosos de Monte dos Burgos.
Obrigado a todos aqueles que tornaram isto possível!
Pequenos gestos podem mudar o mundo de alguèm, hoje são eles que precisam, amanhã, quem sabe não é você...?
Cristiana Coelho

Solidariedade





Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso

Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários

Mas não me importei com isso

Eu também não era operário

Depois prenderam os miserá¡veis

Mas não me importei com isso

Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados

Mas como tenho o meu emprego

Também não me importei

Agora estão a levar-me a mim

Mas já é tarde.

Como eu não me importei com ninguém

Ninguém se importa comigo.


Bertold Brecht
Cristiana Coelho

Ficamos gratos pela sua reconsideração no que toca à presidencia da ACML, pela dedicação e pelo espírito empreendedor. Parabéns a esta Direcção que vai recomeçar mais uma época de dinamismo e muito trabalho, numa Instituição que tudo tem para dar ainda mais muitos e bons frutos com o esforço daqueles que acreditam.

Cristiana Coelho

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Joly Braga Santos


Joly Braga Santos, nasceu em Lisboa, a 14 de Maio de 1924. Aos 6 anos iniciou os estudos de violino e aos 10 anos de composição. Nesta última disciplina foi discípulo de Luís de Freitas Branco, com quem estudou todas as matérias teóricas, e em cuja doutrinação estética se integrou, tendo convivido constantemente com o seu mestre até à morte deste, ocorrida em Novembro de 1955.
Após a Segunda Guerra Mundial foi concedida a Joly Braga Santos a primeira das três bolsas de estudo de que beneficiou para aperfeiçoamento no estrangeiro, tendo nessa altura estudado pela primeira vez direcção de orquestra em Veneza, durante a Bienale, com Herman Scherchen.
Mais tarde, voltou a percorrer a Itália, a Suiça e a Alemanha, tendo concluído estudos de direcção de orquestra novamente com Scherchen, e com Antonino Votto, em Gravesano, Siena e Milão, de composição com Virgílio Mortari, em Roma, e de Ciências Musicais, também em Roma, com Gioachino Pasqualini.
Joly Braga Santos é um dos mais talentosos compositores que surgiram em meados da década de 40 e o maior da sua geração. A vocação para a música levou-o a frequentar o Conservatório de Lisboa, onde teve como professor Luís de Freitas Branco. Mais tarde, já como aluno particular, continua a receber lições do mesmo mestre.
Aliás, as suas primeiras produções revelam o forte ascendente de Luís de Freitas Branco, nomeadamente no culto de ideais neo-clássicos, do modalismo e ainda na procura de construir obras que " não desdenhando as conquistas do século XX, falassem ao homem comum com simplicidade e clareza" (palavras do próprio Braga Santos).
Mas compositores como William Walton e Vaughan Williams (que ao tempo começavam a ser conhecidos entre nós, sobretudo através de gravações) exerceram também influência no futuro autor da 4ª Sinfonia. Porém, o seu talento criador e a sua personalidade não deixaram de se afirmar. Braga Santos cedo mostrou forte pendor para uma linguagem acessível, de efeito seguro junto de grandes auditórios, embora - acrescente-se - sem atraiçoar uma linha de seriedade.
As sua linguagem musical é assente numa arquitectura musical forte, o drama, com frases melódicas longas e uma inspiração espontânea para o progresso estrutural. Alcança uma congruência formal cuidada.
Nos seus trabalhos iniciais, o compositor apresentou uma inclinação modal causada pela ânsia de constituir uma relação entre a música contemporânea e a idade dourada da música Portuguesa: o renascimento. Salienta-se também um esboço melódico das canções populares as mais velhas do país. Embora não estivesse principalmente empenhado no folclore Português, estudando e compondo no sossego do país, o Alentejo - aceitou a influência do folclore local muito velho.
De facto, a espontaneidade da sua música tinha de conquistar o público, mas o perfeito domínio do metier que possuiu desde muito jovem, uma excelente orientação básica colhida nas lições e na convivência com Luís de Freitas Branco, não lhe permitiam, evidentemente, cair na banalidade, correr ao encontro do agrado fácil.
Com a maturidade e também devido a largas permanências no estrangeiro, onde contactou com técnicas mais evoluídas, o estilo de Joly Braga Santos foi-se renovando. O vocabulário harmónico tornou-se mais rico, com maior emprego da dissonância e do cromatismo e o cromatismo e o elemento tímbrico passou a assumir uma dimensão não apenas colorística mas também estrutural. Contudo, o compositor não abandonou completamente algumas características que o distinguiram logo: tendência para as grandes formas, para a monumentalidade e uma verdadeira frescura inventiva.
A despeito de incursões valiosas no teatro lírico, de algumas obras de câmara, peças para canto e piano e outras para coro "a-cappella", a produção de Joly Braga Santos é, essencialmente orquestral.


Marcos históricos

♪ Os três Esboços Symphonic (1962) foram distinguidos por Donemus em 1963, e pelo 5o Symphony, “pelo DES Compositeurs Tribune Internationale” (UNESCO) em 1966.

♪ Em 2004, a gravação do Symphony No. 4 pelo polo de Naxos/Marco, executada pelo Orchestra nacional do Symphony de Ireland e conduzida por Álvaro Cassuto recebeu a concessão Classical de Cannes para a categoria do Premier do CD.

Honras
♪ Em 1977, Joly Braga Santos foi distinguido com a ordem de Santiago de Espada pelo Presidente da República de Portugal.



Alguns trabalhos principais

• 1942 - Violino do Nocturne (em E) e premier do piano 4 ': Lisboa, Soloists

• 1943 - quatro canções em poemas pela voz do Soprano de Fernando Pessoa e pela premier do piano: Lisboa 1946. Premier internacional: Dublin 2004.

• 1943 - Cello do Aria I e premier do piano 4 ': O Porto, Soloists

• 1945 - três Sonnets por Camões - “contagens originais de Carmélia a Âmbar

• 1947 - Symphony No. 1 (em D) - “aos heróis e aos Martyrs da segunda guerra de mundo”.

• 1960 - Divertimento I “a Virgilio Mortari” 2.2.2.2 2.2 Tp. Perc. 2, cordas, 24 ' premiers: Nápoles 1961, della R.A.I. de Scarlatti do Orchestra, conduziu pelas gravações do autor: Strauss 870017/PS, polo 1989 de Marco 8.225271, 2004.


• 1984 - Aria um Trio para primeiro Clarinete, viola e piano: Lisboa 1984, Goethe Institut.

Cristiana Coelho

domingo, 24 de fevereiro de 2008



Que os ratos eram animais estranhos, já todos nós sabiamos...
Agora, que gostavam de percussão...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Quem é quem...?

Alguém se atreve a desvendar quem se encontra por detrás desta distorção ....


Cristiana Coelho

Hoje iniciam-se as aulas de Danças de Salão!!!



Devido ao sucesso do workshop organizado pela Associação de Estudantes no ano anterior, hoje, irá realizar-se a primeira de várias aulas semanais de Danças de Salão do nosso Conservatório. As inscrições continuam abertas para quem ainda estiver interessado, mas convém relembrar que o número de pares é limitado.
A Dança e a Alma
A DANÇA? Não é movimento,súbito gesto musical.É concentração, num momento,da humana graça natural.No solo não, no éter pairamos,nele amaríamos ficar.A dança – não vento nos ramos:seiva, força, perene estar.Um estar entre céu e chão,novo domínio conquistado,onde busque nossa paixãolibertar-se por todo lado...Onde a alma possa descreversuas mais divinas parábolassem fugir à forma do ser,por sobre o mistério das fábulas.
Carlos Drummond de Andrade
Cristiana Coelho